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Viagem para visitar Fez

Em 1170, com uma população de cerca de 200 mil habitantes, Fez era a maior cidade do mundo e em 1250 tornou-se capital de Marrocos.

Fez é uma das quatro cidades imperiais de Marrocos, a par com Rabat, Meknes e Marraquexe. Localiza-se na parte norte do país, bem afastado da orla costeira, e tem uma população de pouco mais de um milhão de habitantes. Diz-se que Fez é a cidade mais marroquina de Marrocos e que ali se encontra o núcleo histórico mais bem preservado do mundo árabe, tendo muito para oferecer ao visitante, quer em termos de qualidade como de quantidade e de diversidade. Outro marco notável de Fez: trata-se da maior extensão urbana sem trânsito automóvel do mundo.

História de Fez

Não se sabe ao certo em que ano foi fundada Fez, mas terá sido entre os séculos VIII e IX. Pouco tempo depois a chegada de refugiados provenientes do al Andalus – a Ibéria islâmica – e de migrantes vindos da Tunísia deu um estímulo considerável ao arranque da cidade. Contudo as tensões entre estas comunidades foram fonte de conflitos permanentes, por vezes sangrentos, que apenas terminaram com a chegada da dinastia Almorávida, em 1070. Foi então que a medina tomou a sua forma actual e que foram construídas as muralhas que ainda hoje se mantêm.

Em 1170, com uma população de cerca de 200 mil habitantes, Fez era a maior cidade do mundo e em 1250 tornou-se capital de Marrocos. A partir de então assumiu um papel de liderança no universo cultural e científico no mundo islâmico.

A queda da dinastia Marinida, em 1465, ditou o início do declínio de Fez, que contudo se manteve capital até 1912.

Quando Visitar Fez

Encontrando-se no interior, Fez pode ter Verões cruelmente quentes, devendo uma visita à cidade em Julho e Agosto ser feita apenas por pessoas que se sintam excepcionalmente bem com temperaturas elevadas.

De uma forma geral as melhores épocas do ano para se visitar a cidade serão as que antecedem e se sucedem ao Verão, ou seja, em Abril e Maio e depois em Setembro e Outubro. Mas com sorte apanhará um tempo agradável. Novembro será uma boa opção, com boas probabilidades de apanhar dias adequados para explorar a cidade e sendo o mês do ano em que existem menos turistas por ali.

2- O que visitar em Fez – Locais principais

Medina

Muitos dos pontos a destacar na medina de Fez são abordados seguidamente, mas o centro histórico de Fez, como um todo, merece uma apresentação.

Entrar neste amplo espaço é como viajar no tempo, penetrar na Idade Média, e na realidade muito do que vemos nas vielas de Fez é de facto e genuinamente medieval.

Aqui se encontram mercados fabulosos, velhas mesquitas e madraças, luxuosos riads, portões misteriosos, praças fervilhantes de actividade, pedaços deslumbrantes de arquitectura árabe. E tudo isto ganha uma nova vida quando no ar se elevam os chamamentos para a oração emitidos em simultâneo a partir de dezenas de minaretes. A medina de Fez é decididamente um lugar mágico e não espanta absolutamente nada que tenha sido considerado pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade em Marrocos, um título que lhe pertence desde 1981.

Tinturarias de Fez

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Este é um dos locais mais emblemáticos de Fez, aliás, de Marrocos! As tinturarias mais famosas são as de Chaouwara, também conhecidas como Quartier des Tanneurs, localizadas na periferia norte da medina, numa área onde já há acessos automóveis.

Aqui, trabalham-se os curtumes segundo métodos ancestrais, praticados ininterruptamente desde a Idade Média. Em tanques quadrados ou rectangulares são submergidas as peles que se querem tingir, e são estas cores que conferem ao local aquela atmosfera pitoresca captada em tantas e tantas fotografias.

Contudo há dois problemas que envolvem uma visita às tinturarias: o primeiro é o cheiro nauseabundo que se estende pela área, causado pela matéria orgânica em decomposição e que se pode tentar minimizar envolvente um lenço ou uma peça em redor da cara ou, como fazem os marroquinos, colocando um raminho de menta em frente ao nariz. O segundo é que para ver as tinturarias é necessário visitar uma das lojas de produtos de cabedal que envolvem o recinto e, claro, “enfrentar” os vendedores.

Teoricamente o acesso às plataformas não é permitido, mas há sempre algum local disposto a levar o visitante para um contacto mais próximo a troco de uma pequena gratificação.

A melhor hora para visitar será pela manhã, quando as cores são mais intensas e o cheiro menos forte. O recinto de Chaouwara foi renovado em 2016, mas a atmosfera geral do lugar não foi afectada pela necessárias obras que visaram essencialmente os espaços envolventes.

Madraça Bou Inania

Esta madraça – escola religiosa – foi fundada em meados do século XIX por Abu Inan Faris, sultão da dinastia Marinida. O seu minarete, aliás, o único numa madraça em Fez, distingue-se facilmente, sendo visível dos terraços de quase toda a medina da cidade, de onde se pode observar esta estrutura revestida por mosaico verde.

Esta escola religiosa tem outra particularidade: ao contrário do que sucede com a maioria das madraças, que são dotadas de um salão para rezar, aqui existe uma verdadeira mesquita incorporada no complexo, segundo se diz porque na altura da construção não existia nenhuma na área. O mihrab – um nicho presente em todas as mesquitas que marca a direcção de Meca – é especialmente bonito, com o tecto muito ornamentado e colunas de mármore.

A madraça foi renovada no século XVIII e no século XX tiveram lugar profundas obras de restauro que reforçaram a debilitada estrutura do edifício, repuseram o estuque, toda a aplicação de madeiras e a decoração de mosaicos.

E agora, boas notícias: esta Madraça é um dos poucos locais religiosos em Marrocos que se pode visitar não se sendo muçulmano e pode fazê-lo todos os dias entre as 8 e as 18 horas.

Sinagoga Ibn Danan

Esta bonita sinagoga foi construída no século XVII por um bem sucedido mercado de Ait Ishaq chamado Mimoun Ben Sidan. Nessa época era apenas mais uma das várias sinagogas existentes em Fez e não se podia dizer que fosse a mais interessante. O acesso é feito por uma porta em tudo igual à dos edifícios vizinhos. Sobe-se um lance de escadas e chega-se então ao espaço principal da sinagoga, bem diferente do que era nos seus tempos áureos.

Em 1870 houve uma renovação geral mas com a saída em massa dos judeus de Marrocos, após a Segunda Guerra Mundial e o estabelecimento do Estado de Israel, as coisas tornaram-se mais complicadas. Felizmente a UNESCO empenhou-se na preservação da sinagoga e em 1999 tiveram lugar obras de restauro.

Poderá ser complicado visitar a sinagoga. Será um questão de ter a sorte de encontrar por lá um dos guardiões do espaço, que para além do salão principal lhe poderá mostrar alguns elementos menos evidentes como a tina de banho cerimonial (mikva) que se encontra na cave e os objectos sagrados guardados em armários, como os pergaminhos com o torah datados do século XVII e feitos em pele de gazela.

Borj Nord

Dominando a medina, este forte encontra-se no seu exterior, no topo de uma das colinas que a envolvem. Se não estiver muito calor caminha-se facilmente deste os portões da cidade antiga até à entrada do Borj Nord (Forte do Norte), passando-se junto a um cemitério que pode ser também visitado.

O Borj Nord, tal como o Borj Sud (Forte do Sul), foi construído pelo sultão Ahmed al-Mansour, no século XVII, mais para manter a população de Fez sob controle do que para defender a cidade de um ataque a partir do exterior.

A estrutura é muito fotogénica assim como o são as vistas que de lá se têm sobre a cidade. A sua planta em forma de estrela assenta em quatro bastiões triangulares, mas esta característica é posterior, devendo ter sido adicionada no Período Alaouita. O aspecto original do forte seria mais cúbico, tal como ainda hoje é o Borj Sud, inspirada na arquitectura militar portuguesa e, ironicamente, foi basicamente construído por prisioneiros de guerra portugueses.

E o melhor é que o seu interior pode ser visitado, pois ali está instalado um Museu Militar do Exército, o primeiro do seu género em Marrocos, fundado em 1963. Com uma bem arranjada colecção de objectos e peças de arte relacionadas com as actividades militares, o museu tem cerca de 5000 peças, dispostas em treze salas, recomendando-se especialmente uma visita ao seu terraço superior.

Palácio Real

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O Rei de Marrocos tem palácios espalhados por todo o país, sempre prontos a receber os membros da família real em caso de visita e, claro, Fez não é excepção.

São 80 hectares de palácio, incluindo os jardins, mas todo o esplendor e fausto que por lá se encontram podem apenas ser imaginados, pois para além de não se poder visitar a recolha de imagens é estritamente proibida.

Mesmo assim recomendo que se visite a Place des Alaouites, onde se encontram os portões principais de acesso ao palácio, que são só por si uma atracção. As enormes portas de bronze são apenas um dos elementos que se destacam, mas a decoração em mosaico é verdadeiramente espectacular e os trabalhos em talha dourada não lhe ficam atrás.

Atenção com as fotografias! Se os guardas se aperceberem que está a usar a câmara fotográfica para registar imagens do palácio virão exigir que as apague.

Praça Bou Jeloud

Esta praça localiza-se na margem da medina, sendo uma das suas principais entradas, e é um lugar muito social, onde as pessoas se dirigem ao fim da tarde para passar algum tempo antes de se recolherem em suas casas.

Apesar de mais pequena, é uma espécie de Djemaa el-Fna, um lugar onde tudo pode acontecer e ser visto: há encantadores de cobras, bailarinos, músicos e contadores de histórias, mas há dias em que pouco ou nada se passa enquanto que em ocasiões especiais todo o espaço se transforma numa louca feira. Como vai encontrar a praça será uma questão de sorte.

Mesquita e Universidade de Kairaouine

Trata-se de uma das maiores mesquitas de África e como se isso não fosse suficiente o complexo integra a mais antiga universidade do mundo.

Infelizmente o viajante não poderá considerar a mesquita como algo a visitar: não só a acesso é limitado a muçulmanos como a perspectiva exterior é pobre, já que se encontra num espaço tão exíguo, abraçado pela medina que cresceu em seu redor que, a bem dizer, não oferece muito para ver. Tem uma capacidade para 22 mil fiéis, mas no início não era tão grande. A mesquita foi sucessivamente ampliada, desde a sua construção inicial, há mais de mil anos, evoluiu desde um comprimento de cerca de trinta metros até ao actual espaço de amplas dimensões. As obras mais profundas foram executadas em 1135 a mando do sultão Ali Ibn Yusuf, que definiu a estrutura da mesquita tal como a vemos hoje. No século XVI foram adicionados dois pavilhões ao recinto.

A Universidade foi criada em 859 por Fatima al-Fihri, filha de um abastado comerciante chamado Mohammed Al-Fihri que tinha vindo de Kairouan. A UNESCO reconhece-lhe o título de “universidade” logo desde a sua abertura, o que fará dela de facto a universidade mais antiga do mundo. Percorreu um longo caminho desde que ocupou um papel preponderante no universo cultural islâmico até que foi integrada no sistema oficial de ensino marroquino, em 1963. Mas a verdade é que se manteve activa sem interrupção durante os últimos mil e duzentos anos.

A biblioteca da universidade, onde se encontram obras de inestimável valor, foi recentemente renovada e pode ser visitada pelo público em geral.

Museu Batha

O Museu Batha está alojado num bonito palacete de finais do século XIX, construído por Moulay Hassan em estilo al Andalus e propriedade de dois sultões: Hassan I e Moulay Abdelaziz. O museu foi criado em 1915 e pode ser encontrado bem no centro da medina, em frente da madraça Bou Inania. É um museu de artes aplicadas, com uma vasta colecção incidindo em temáticas diversas, mas destacando-se a cerâmica, os mosaicos, a tapeçaria e os astrolábios.

O visitante apreciará também os jardins do museu, cenário de concertos durante os importantes festivais de Música Sufi e de Música Sacra, onde poderá repousar um pouco, afastado do bulício da medina.

Ismail

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